O velho e o sinal Os carros se aproximam E diminuem... E ali está um senhorzinho carcomido Com suas oito décadas nas costas Parado no semáforo Com seu chapéu de palha nas mãos Seu rosto remetia a una vasta tristeza E seu corpo era totalmente prostado, pobre coitado... Os carros paravam e o desafortunado velhinho vagarosamente estendia o seu chapéu Uns olhavam e fingiam que ele não era real Outros com um desdém da mesma marca do carro importado... Ele se movia com muita complexidade Seus olhar seco remetia uma vida difícil... Ver aquilo não me fazia bem... Dos carros que davam esmola Eram carros populares, com gente popular As mesmas que sempre estão à ajudar Enquanto os riquinhos, sentados em seus glamour Viviam a ignorar Os da classe mais baixa se mostravam mais ALTOS Solidários e verdadeiramente, humanos... Eu dali senti uma coisa a me incomodar, tanto aquele senhor, debilitado Quanto aquelas pesso...